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terça-feira, 9 de maio de 2017

AÇÃO DE FORMAÇÃO, Setúbal


As abordagens colaborativas na intervenção social com famílias muito vulneráveis

As famílias muito vulneráveis que vivem em contextos de pobreza/exclusão social, encontram-se entre os grupos populacionais que enfrentam mais dificuldades, ao mesmo tempo que se incluem nos grupos mais difíceis de ajudar. Não raras vezes, estas famílias são apontadas como sinónimo de “fracasso” na intervenção social, pois o envolvimento com os sistemas sociais tende a prolongar-se no tempo sem que ocorra uma significativa melhoria na sua qualidade de vida. Profissionais e famílias entram assim, num “ciclo de desespero”, gerador de sentimentos de ineficácia e impotência em todos os envolvidos (famílias, profissionais, instituições) que tornam as expetativas de sucesso diminutas ou inexistentes.
Aplicadas à intervenção social, as abordagens colaborativas (centradas nas soluções e nas competências) oferecem princípios filosóficos e práticas que ajudam os profissionais a ativar e captar as forças dos indivíduos e/ou famílias em situação de pobreza.

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
1.     Os clientes/famílias vulneráveis e com múltiplos problemas: caraterização
2.     O atual momento entre paradigmas na intervenção social: das abordagens centradas nos problemas às abordagens colaborativas (centradas nas soluções e nas forças)
3.     As abordagens colaborativas: princípios e atuação junto de clientes vulneráveis
4.     Estratégias com sucesso na intervenção social: relação de confiança, flexibilidade, tempo, informalidade, ajudas práticas e materiais e a gestão de caso
5.     Modelo de gestão de caso: origem, definição, princípios, objetivos, critérios para implementação em diferentes contextos organizacionais
6.     Processo de gestão de caso: fases/elementos-chave (admissão/triagem; avaliação/diagnóstico; planeamento; suporte direto; coordenação/parcerias; monitorização/revisão; encerramento do caso e acompanhamento; avaliação)
7.     A figura do gestor de caso: competências e ações para fortalecer uma prática colaborativa
8.     A centralidade da relação: estratégias para envolver clientes “difíceis” na intervenção
9.     Abordagem colaborativa nas visitas domiciliárias: princípios e boas práticas
10.   Desafios que se colocam ao interventor no atual contexto de intervenção

OBJETIVO GERAL
Abordar o papel do interventor/gestor de caso na intervenção com públicos muito vulneráveis, com enfoque na compreensão e desenvolvimento das abordagens colaborativas (centradas nas soluções e competências) e na relação profissional-cliente.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Compreender a relevância de implementar abordagens colaborativas no contexto da intervenção com famílias muito vulneráveis
- Identificar os princípios e boas práticas subjacentes às abordagens colaborativas
- Identificar estratégias, técnicas, atitude para desenvolver uma abordagem colaborativa junto de famílias vulneráveis

OBJETIVO GERAL
Metodologias participativas e dinâmicas que valorizem a aprendizagem e desenvolvimento pessoal: método interativo e expositivo. Avaliação contínua pergunta-resposta entre formador e formandos; exercícios práticos, análise, discussão de casos.


DIAS 20 e 21 de junho de 2017
HORÁRIO 10h00 às13h00 e das 14h00 às 17h00
DURAÇÃO 12 horas
LOCAL Auditório da Biblioteca José Saramago - Rua da Alembrança – Feijó, 2800-648 Almada
INSCRIÇÃO Associados/as da EAPN Portugal: 30€ // Não associados/as: 50€
PÚBLICO-ALVO Profissionais da área social
ÁREA DE FORMAÇÃO 762 – Trabalho Social e Orientação
MODALIDADE DE FORMAÇÃO Formação contínua de atualização.
FORMA DE ORGANIZAÇÂO Formação presencial
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO Prioridade a associados da EAPN Portugal // Número de ordem de receção da inscrição
CERTIFICADO DE FORMAÇÃO Presença obrigatória em pelo menos 80% do total da duração da ação e aproveitamento no final da formação
FORMADORA Sofia Rodrigues
Doutoranda em Psicologia na Universidade de Aveiro; Pós-graduada em Análise e Intervenção Familiar; Especialização em Intervenção Sistémica e Familiar pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar; Desenvolve diversas atividades de consultoria, supervisão e formação para profissionais em território nacional nas áreas de intervenção social com famílias muito vulneráveis e metodologia PhotoVoice. Tem participado em diversas iniciativas no combate à pobreza e exclusão social. Acresce a participação e condução em diversas Conferências e Seminários em Portugal e no estrangeiro. É coautora de diversos artigos científicos, capítulos de livros nacionais e internacionais e revistas internacionais na área da psicologia, intervenção comunitária, pobreza e exclusão social e cidadania.


INFORMAÇÕES E INSCRIÇÔES Ficha de Inscrição em anexo // A Ficha de Inscrição pode ser fotocopiada


Após confirmação da sua inscrição, o pagamento deverá ser efetuado por transferência bancária, numerário ou cheque (à ordem de EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal, Associação).


As inscrições são limitadas a 25 participantes e devem ser realizadas até ao próximo dia 12 de junho  para:
EAPN Portugal / Núcleo Distrital de Setúbal
Avenida Dom João II, Nº14 R/C Dto - 2910-548 Setúbal. Tlm: 936873916 | setubal@eapn.pt        

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