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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

"Envelhecer ativamente é um dever de cidadania"

Fotografia: Sérgio Aires


« A EAPN Portugal/Rede Europeia  Anti-Pobreza realizou durante o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da  Solidariedade entre Gerações três tertúlias dedicadas ao envelhecimento ativo: desafios e oportunidades. Estes encontros reuniram  um conjunto alargado de experiências e temáticas orientadas para o  envelhecimento e mobilizaram um conjunto de atores das mais diversas áreas de trabalho com esta  população.

O Ano Europeu, segundo a sua  principal impulsionadora em Portugal, Joaquina Madeira, coloca-se numa postura  de prevenção e perspetiva de futuro. A noção de envelhecimento ativo,  tal como foi definida pela Organização Mundial de Saúde, refere-se ao processo de otimização das oportunidades  para a saúde, participação e segurança no sentido de reforçar a qualidade de  vida à medida que as pessoas forem envelhecendo. Neste sentido promover o  envelhecimento ativo não pode ser uma preocupação de um determinado grupo da  população – os mais idosos – mas de todos nós, visto que todos esperamos  envelhecer e queremos fazê-lo com qualidade. Esta preocupação individual deve ser também uma preocupação social, pois a sociedade precisa de criar as condições  (oportunidades) para prevenir o desenvolvimento de um processo de  envelhecimento menos saudável.

Neste trabalho que deve ser  individual Joaquina Madeira deixou algumas palavras  mágicas que, no seu entender, são mensagens e ensinamentos relevantes para todas as pessoas: desde logo a importância de se ser móvel, quer do ponto de vista  físico, quer do ponto de vista cognitivo; em segundo lugar, o ser curioso e interessado por novas  coisas e por aquilo que nos rodeia; em terceiro lugar, o ser participativo e dar de  nós próprios, fazer a nossa parte na comunidade; de seguida o estar presente e, por último o ser alegre, assumindo o desafio de cada  vez mais humanizar as relações.

Do ponto de vista social é  necessário mudar de paradigma. A  procura de uma maior qualidade de vida implica desmistificar alguns dos mitos que ainda existem relativamente às  pessoas idosas e apoiar novas orientações tendo em vista a construção de um  futuro mais promissor para as pessoas. Pensando no futuro e no conceito de qualidade de vida, Joaquina Madeira  apresentou uma leitura diferente da noção de qualidade, desmembrando esta palavra em 9 outras noções. »

Pode continuar a ler o artigo de opinião da socióloga Paula Cruz AQUI